segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Eu não sei porque aprendi isso na faculdade...

Uma coisa que eu aprendi na faculdade é que não dá pra ser pau no cú. Sou uma nerd, é fato, gosto de literatura, videogames, cinema, tv, futebol, música e tudo quanto é cultura inútil, claro. Porque, em algum nível, tudo isso é cultura inútil. Se partirmos do pressuposto existencialista, que dita a minha vida, que nada tem uma finalidade real, a gente tem é que deixar de ser pau no cú e assumir as interperies da vida.
Já passou o meu tempo de me encantar com intelectualismos e de tentar me inserir no universo cult, cult o caralho. Isso é coisa de jovenzinho pau no cú, que nunca saiu de casa pra conhecer o que o mundo realmente reserva.
Falando assim até parece que eu sai de casa pra conhecer o que o mundo realmente reserva. Ledo engano. Na verdade o que o mundo realmente reserva não me interessa tanto, e eu tenho a cara de pau de assumir isso. Acho que é melhor do que me tornar um vegan, de classe média que se preocupa com o direito dos animais, mas não tem o mínimo de escrúpulos quanto ao trato com sua empregada domestica.
Independente disso tudo, talvez eu tenha me tornado uma pessoa amarga (você acha mesmo?), porque, como diria um amigo meu, eu já passei dessa fase, pau no cú, diga-se de passagem, de ficar me encantando com as coisas e demagogizando(sou dada a neologismos) que não gosto disso, que eu não gosto daquilo, que isso não agrega nada. E quem disse que algo tem que agregar algo?
Esses jovens hoje são muito sem sentido, meus queridos, não tem pelo que lutar, tudo já foi conquistado, só resta gozar da vida, e isso é vazio. A esses jovens só resta o vazio da completude. Então assistamos à novelas e ao BBB, e deixemos de lado essa demagogia cultstica que ignora que cada um desses elementos que representam de alguma forma os traços de nossa sociedade e, sendo assim, nossa cultura. O que deve mudar é o olhar com o qual se enxerga essas manifestações, e porque elas nos causam fascínio ou asco.
Me rendi aos encantos da trivialidade, porque? Todas as coisas bonitas já foram ditas, e por pessoas com muito mais propriedade que eu. E o trivial? Ainda há algo a dizer? É claro meus queridos, sempre dá pra piorar.